sábado, 5 de janeiro de 2008

Antigamente vs Agora

Antigamente, os populares cortavam a estrada sempre que se tentava levar a água para a Mealhada porque, diziam eles, se corria o risco de não haver água suficiente.

Agora levam-na para a Escócia e NINGUÉM BUFA.

Cada vez mais brandos, cada vez mais na mesma! Estamos mesmo na era da "geração" Morangos com Açucar: "Tá-se Bem!... Tá-se na Boa!... Tá-se nas Tintas!" o importante é ser Cool, fazer muitas vezes o simbolo da "Hang Loose", falar à rapper (de preferência de ascendência africana radicada no Bronx), fumar um charrito de vez em quando porque tabaco é foleiro e o resto que se lixe!

E se pedissemos ao menino Jesus uma "reprise" do 25 de Abril? Ou, pelo menos, do 25 de Novembro?

Touché...

15 comentários:

Jerico & Albardas, Lda. disse...

A SAL tem de ser atacada onde mais lhe dói.
Na Imagem que ostenta de empresa cumpridora das suas responsabilidades sociais. Porque esta imagem é uma treta. A única responsabilidade social da SAL chama-se marketing. O resto é conversa.
Desmascarar este mito para a obrigar a cumprir os contratos é meio caminho.
Fazê-lo em voz alta para o país ouvir é o outro meio caminho.

pirandello disse...

Eu gostava de ver, só um dia que fosse, o professor Cabral com a mesma determinação do professor Marques na defesa dos interesses dos seus munícipes. Em Anadia vemo-lo na linha da frente do descontentamento popular e por isso se vê o impacto mediático da causa.
Por um dia que seja professor Cabral, assuma a causa SAL/LUSO, como sua.

lua-de-mel-lua-de-fel disse...

A causa já foi apadrinhada por Cabral, que mostrou uma postura de subsurviência em relação à SAL. Pudera, com o dinheiro que está a entrar, legitimamente, na CMM da SAL...

Jihad disse...

Epá...estas opiniões provam que o provincianismo medonho ainda subsiste mais do que trevo no meio da relva...São opiniões próprias de quem vive num aquário e vê tudo distorcido lá fora! Este é um discurso que me faz sempre confusão quando o oiço: que a SAL tem uma responsabilidade social de qualquer tipo, ou que tem uma divida impagável a todo e qualquer habitante do Luso. Mas o que é isto? Por acaso a empresa chama-se Santa Casa da Misericordia? Os tempos de empresa familiar, em que o(s) dono(s) empregavam por que alguém tinha de pôr comida na boca dos (coitadinhos) dos lusenses, em que se patrocinava o CDL "à maluca", em que se faziam casas "patrocinadas" (e literalmente construidas) e em que assalariados da empresa campinavam/jardinavam/varriam a parada de todo o Luso já lá vão! Este discurso é tipico de quem precisa de ser mandado.

A SAL/SCCB é uma empresa que está integrada numa economia em escala global. Epá, quem tem problemas com isso tem de começar a olhar para as etiquetas das roupas, para as compras do Intermaché, para tudo.

"ACORDAI GENTE QUE DORMIS"

D'artagnan disse...

Caro Jihad

De acordo com a legislação portuguesa, TODA a riqueza do subsolo é pertença do estado, pagando as empresas um valor contratado pela concessão.

A Sociedade para os melhoramentos dos banhos de Luso (foi este o nome original da empresa), quando assinou quer o contrato inicial, quer o ÚLTIMO contrato de concessão compromete-se a: "DINAMIZAR A ACTIVIDADE TERMAL". (basta ler, o contrato é público e até te posso arranjar uma cópia)

ACHAS QUE É ISTO QUE SE TEM PASSADO ANTES E DEPOIS DESTA ASSINATURA DE CONTRATO?

ACHAS QUE A SAL (E O SEU ACCIONISTA) SE TÊM COMPORTADO COMO UMA PESSOA DE BEM, QUE CUMPRE COM AS OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS, NOMEADAMENTE NA PARTE DE RESPONSABILIDADE SOCIAL QUE ESTÁ SUBJACENTE À OBRIGAÇÃO DE DINAMIZAÇÃO TERMAL?

E AINDA TENS A LATA DE FALAR EM "PROVINCIANISMO"?

Epá... essa é para rir

D'artagnan disse...

Jihad

Já agora, esqueci-me de dizer que concordo integralmente com a tua abordagem sobre aquilo que se passava antigamente. De facto HAVIA ABUSOS, E MUITOS, por sinal.

A SAL comportava-se na altura como uma "espécie" de Câmara Municipal do Luso. Isso tinha também a ver com o facto de na altura pagar apenas 600 escudos (em duas prestações anuais) pela concessão da água - algo que lhe pesava (e bem) na consciência. Mas isso eram outros tempos em que, além dos abusos que legitimamente descreves, havia também uma integração global da empresa com a terra que tem o mesmo nome.

Havia uma consciência de marketing que achava que a marca tinha tudo a ganhar com uma terra dinâmica e aprasivél (porque tinha o mesmo nome). Por isso havia tanto investimento.

Perante o volte face na política da empresa apenas podemos exigir que: SE CUMPRA NA INTEGRA O CONTRACTO DE CONCESSÃO (que inclui uma vertente de responsabilidade social ditada pela alínea que implica a dinamização termal)... quer se queira, quer não!

Touché...

Jihad disse...

O que interessa (ou in english the bottom line) é que aquela entidade é uma empresa. Como tal, o único assunto que interessa à empresa é fazer dinheiro (aula nº1 de gestão de empresas). Ora quando a empresa e um organismo público celebram um contrato onde se lê um ponto que diz "DINAMIZAR A ACTIVIDADE TERMAL", a ambiguidade reina! E é claro que não houve nenhuma inocência de ambas as partes em manter as coisas assim no nevoeiro. Claro que compensa à SAL/SCCB/S&N porque assim faz as coisas como lhe convém, segundo o seu próprio timetable. Também convém ao organismo público com o qual foi celebrado o contrato porque também não se chateia muito com isso e recebe a nota ao fim do mês. Manda umas larachas de vez em quando só para dizer que não andam a dormir e a comer sandes de leitão enquanto pensam em prepetuar essa coisa asquerosa que dá pelo nome de Carnaval da Mealhada.

Agora, a SAL/SCCB/S&N não deve estar em quebra de contrato, pois se assim fosse, já andava há muito na barra dos tribunais...e nem eu acredito que o departamento juridico da CMM seja assim tão incompetente (será?)!

Em relação à "consciência de marketing", da sinergia entre a terra e a empresa, esqueçam isso! Sendo pertence de um conglomerado internacional daquela escala, já não espaço para essas coisas.
O que é que vai obrigar um empresa (um negócio) a fazer obras de monta (à pois é, ali não é só chapiscar uma massa e pôr umas janelas novas)? Seria de facto uma "coisa" etérea chamada "consciência social"! E ela existe de facto no seio da S&N...é pena é que fique algo concentrado em Vialonga (existem multiplas parcerias com a Camara de Vila Franca de Xira)!
O senhores têm de ter bem presente um coisa: o centro de decisão deixou o Luso para sempre! A não ser que tenham ai uns 150 milhões de € escondidos debaixo do colchão (e supondo que eles quereriam vender). Assim sendo, não tendo alguém (ou alguma organização) que vá zumbir aos ouvido do poderoso Golias, não é com uns Davidzitos que vocês lá vão!

Acho que essas ideias de que "a água vai Escócia", "não deixam cá nenhum", "trabalhamos p gente que não conhecemos" são profundamente retrógadas e obscurantistas! Fazem-me sempre lembrar os artistas que pedem subsidios do Estado...

Qualquer pessoa com dois palmos de testa sabes que na conjutura mundial actual, é impossivel fugir destes fenómenos. Vêde o mais recente exemplo, com esse organismo "PIDEsco" chamado ASAE. Estão a esmagar os pequenos produtores com exigências brutais, abrindo caminho aos grande conglomerados de produção e distribuição de bens de consumo!

Desculpem o descargo de consciência mas já não quero nada com isto...oh sweet sweet immigration...

D'artagnan disse...

Vejo que afinal, ao contrário do que inicialmente parecia, estamos em sintonia sobre o assunto, no entanto (e de facto) a SAL encontra-se em incumprimento do contracto e a CMM declarou como dead-line desse incumprimento o dia 31 de Dezembro de 2007.

Aguardemos, mas desta vez já sem paciência nenhuma, pela tomada de posição da CMM. Se a câmara nada fizer (facto no qual não acredito), resta à população utilizar a figura jurídica que lhe é permitida, quando um orgão que a representa, deixa de o fazer cabazmente. - Esperemos que não seja necessário chegar a tanto.

D'artagnan disse...

Quanto à emigração :-)))) Acredito que a maior parte dos portugueses já pensaram no assunto nos últimos tempos.

Tivessem algumas casas, rodas....

:-)))))))))))

pirandello disse...

Pois é, eu de facto sou provinciano, sou rural, convivo mal com meios urbanos e detesto ambientes cosmopolitas, provavelmente porque como alguém diz terei um a visão distorcida das coisas.
Não duvido que a SAL estará a cumprir contratualmente o estipulado relativamente às contrapartidas de exploração, aceito que em nome da globalização este recurso, a água, que é um bem finito, seja explorado por uma multinacional e que fiscalmente seja tratada como tal.
No meu humilde provincianismo custa-me ver o Luso caminhar para uma vila fantasma ao estilo das cidades mineiras do velho Oeste quando o seu recurso, o ouro também um bem finito, acabou.
Sou daqueles que neste fórum defendi que o Turismo no Luso não se esgota no Termalismo e que outras formas podem ser dinamizadas desde a montanha, a natureza, a gastronomia, religião, o desporto, entre outras.
Custa-me aceitar que alguns iluminados, urbanos, cosmopolitas e globais achem que o melhor é não fazer nada, o que outros aqui bem próximo estão a fazer na defesa dos seus interesses é um disparate e que portanto, o melhor é sentarmo-nos no sofá e esperar que a poeira assente à boa maneira dos políticos da nossa praça.
Uns dizem o que pensam, outros tentam passar incólumes gerindo um silêncio “ruidoso”.

Disse

Apito Dourado disse...

Na minha modesta opinião, o corte radical por parte da Sal com a sua "terra de origem" é um abuso tão grande ou ainda maior do que aqueles cometidos em tempos de que todos temos conhecimento! O que se pede agora não são estradas nem jardins ou obras! O que se pede é simplesmente respeito, coisa há muito perdida mas que, penso, continua a ser um valor apreciado por todos nós!

Jihad disse...

Partam-me em bocados e ofereçam-me ao cães...continuo sem perceber o porquê da obsessão pela SAL, porque é que tem de ser o principio, o meio e o fim de tudo o que se faz de bom ou de mau nesta terra...Ou se calhar até percebo! Deixa-me cá por a minha iluminada, urbana, cosmopolita e global mente a funcionar (e sentada no sofá enquanto algum heroi se bate valorosamente pelos meus interesses)....

ummmmmmmm JÁTÁ!!! Conseguimos correlacionar este problema com a nossa herança cristã de pensamento. Pensemos nisto: pessoas, levadas a pensar desde tenra idade em que há um poder superior que zele por nós, uma figura antropomórfica de barba branca lá (ou não - omnipresença) a olhar por nós. É de todo natural que com este factor a olhar subliminarmente no inconsciente de cada um (mesmo os não tanto cristãos como eu), procuremos sempre que alguém de cima nos livre de sarilhos quando borramos a escrita ou quando deixamos cair a louça fina dos papás.

O que é grave nesta ideia é que, inconscientemente, ao tratarmo-nos como crianças à espera de um "pai" que nos alimente, tornamo-nos criançinhas ranhosas e choronas, e ao mesmo tempo, oferecemos ao "pai" um poder paternalista que ele se calhar até não devia ter...

Voltando ao assunto, acredito que a ideia de que não conseguimos fazer nada sem o apoio da SAL é uma falácia que alguns querem prepetuar. É muito óbvio que a malta SALística poderia (e devia) fazer muito mais, mas isso não um fim por si próprio. Acredito em verdadeiros movimentos de cidadania, sem envolver esse lixo tentacular de partidos ou qualquer coisa do género. E é aqui, meus amigos, que a batalha está verdadeiramente perdida antes de arrancar. Vêde o caso da LusOliva!

O complexo do português suave de brandos costumes grassa aqui com virulência. Desculpem lá, mas mesmo vocês preferem ficar à lareira a ir para o frio e bater o pé, mostrar que não acatam leis injustas, mesmo atreverem-se à desobediência civil, dizerem "não está certo, não faço"(RIP - TU METES NOJO)!

Está tudo à espera de um herói de qualidades prometaicas que lá vá ao monte Vialonga (fica na Escócia, ao lado do monte da baganha do malte do whiskey), e roube "aquilo que é nosso por direito".
Quando isso acontecer, vou ser o primeiro a estar ao lado do herói, porque só agora é que tenho as costas quentes, já posso sair do sofá em segurança eh eh eh!!!

El Tonel disse...

12 comentários?????????????
???????????????????????????
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Hoje é feriado ??????

El Tonel disse...

Ó Renhanhã....

Ainda falta.... aí nessa cena dos coisos com açucar... aquela de usar o cabelo como se tivessem acabado de mandar uma... LOLOLOLOLOLOLOLLLLL

.... ou, pelo menos.... meia...

pirandello disse...

Gostei, gostei de facto daquela dos movimentos de cidadania. E tal, eu até tenho umas ideias, organizamo-nos e de uma forma independente dos partidos vamos à luta. E o Estado? Aquele Estado que nos suga até ao tutano, não deve defender os interesses dos cidadãos? Será que este Estado, desde o poder central ao local não tem obrigações para com os cidadãos?
No fundo tenho que aceitar que a SAL terá dado mais do que lhe é pedido, e aqui muito explicitamente só há um responsável. É um poder local, sem imaginação, absentista, sem acutilância e persistência. Então neste particular o mau desempenho é gritante.

Disse.