terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

35 litros de água do Luso para análise



Em Novembro último Joaquim Coelho comprou água do Luso que se revelou imprópria, reclamou e ficou sem resposta até hoje. A Central de Cervejas reagiu à notícia avançada esta quarta-feira pelo jornal Região Sul. A empresa já admitiu a falha, lamenta o sucedido e vai analisar a água.

Há cerca de três meses, Joaquim Coelho, empresário algarvio de 64 anos, comprou 15 conjuntos de três garrafões de cinco litros (75 litros no total). A data de validade é de Novembro de 2008. Mas cerca de sete garrafões apresentavam água turva, esverdeada, com aquilo que diz parecerem “algas depositadas no fundo”.

Logo na altura, de imediato o cliente contactou a Sociedade Águas do Luso. Uma assistente garantiu a visita de um técnico para breve. Desde então tem estado à espera do técnico, que vai hoje a caminho.

A Central de Cervejas, que é a distribuidora das águas do Luso, entrou esta manhã em contacto com o cliente. Pediu “imensa desculpa” por “não ter já levantado amostras e dado uma resposta”.

O assessor da administração da Central de Cervejas, Nuno Pinto Magalhães admitiu ao Região Sul que “é lamentável” a empresa ter demorado a actuar. “Esta morosidade perante uma reclamação não é nossa prática. Fiquei extremamente preocupado com este sinal e já actuei internamente nesse sentido. Foi um caso pontual e isolado, que lamento”, reforçou o também responsável pelas relações institucionais da empresa.

Joaquim Coelho nunca quis trocar os garrafões por questões “de saúde pública”. Queria saber do que se tratava aquela cor verde e manteve até agora os garrafões em casa, à espera de uma resposta. Pelo meio contactou a DECO e a ASAE, sem sucesso.

Nuno Pinto Magalhães diz que só depois das análises terá uma resposta concreta sobre o que se passa, mas avança que poderá ter havido exposição aos raios solares num armazém da cadeia de abastecimento e que não constitui perigo para a saúde.

“Pelo facto da água do Luso ser completamente natural, não ter conservantes, essa exposição solar desenvolve microorganismos que dão aquele aspecto”, explica o responsável, garantindo que se “esta presunção se confirmar”, tendo em conta que “já houve situações análogas, não põem em causa a saúde publica”.

A empresa vai hoje recolher amostras e substituir todos os garrafões ao cliente, sendo que dentro de uma semana deverão ser conhecidos os resultados das análises químicas.

João Vargues
16:21 quarta-feira, 23 janeiro 2008

1 comentário:

Jerico & Albardas, Lda. disse...

O verde são as fibras naturais que colocaram na Ritmo Luso :)